
George Clinton e o Black Eyed Peas chegaram a um acordo em um processo onde o pioneiro do funk acusava o grupo de usar sua música sem autorização. O acordo aconteceu por mediação e foi relatado a um juiz federal na segunda-feira, segundo as atas.
O juiz cancelou o julgamento marcado e os advogados trabalham para formalizar o acordo, do qual não foram divulgados maiores detalhes. Clinton processou o Black Eyed Peas em dezembro de 2010, afirmando que o grupo usou elementos da sua canção “(Not Just) Knee Deep” de 1979 em remixes da música “Shut Up”. A canção apareceu primeiramente no álbum “Elephunk” de 2003 e em “Shut Up Remix” lançado no mesmo ano.
Também foi usada em outro remix incluído na edição deluxe do álbum “The E.N.D.” de 2009, segundo o processo de Clinton. Um juiz limitou os danos que ele podia alegar em uma sentença proferida na semana passada, pois disse que o músico não havia demonstrado quanto perdeu ou quanto haviam ganhado o Black Eyed Peas e a Universal ao usar sua música. Ele tentou chamar os advogados de Clinton, dos Peas e da Universal Music Group e não obteve uma resposta imediata.
O grupo e a sua gravadora, disseram que pediram autorização para usar o sample, mas Clinton falou que nunca deu permissão para eles. Afirmou que os produtores pediram permissão para o uso de ”(Not Just) Knee Deep” em 2009, mas ele negou.
Ele disse que sua assinatura foi falsificada em um documento de autorização que entregou aos seus advogados e que nunca lhe pagaram pelos remixes. O músico obteve previamente os direitos sobre sua música depois de processar sua gravadora em uma corte federal.
(Not Just) Knee Deep:
Shut Up Remix:
George Clinton pedia uma indenização de 150 mil dólares, além da proibição de futuras distribuições da música, mas ainda não se sabe se o acordo entre as partes cumpre esses pedidos.
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